Mostrando postagens com marcador divagações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador divagações. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, junho 19, 2008

<coloque aqui o título que preferir>

Hoje de manhã, dentro do ônibus vindo para o trabalho, me deparei com uma mulher que tinha metade do rosto desfigurado, a arcada superior dos dentes virados pra fora da boca, os dentes tortos e com aparência de podres. Apesar de o rosto parecer já estar cicatrizado há tempos, a visão era horrenda. Ela vestia roupas simples, o que fazia concluir que provavelmente ela nunca teve recursos suficientes para uma reconstrução facial.

A visão era tão horrenda que várias pessoas no ônibus preferiram ficar em pé a sentar ao lado dela, de tão horrorizadas. E a visão era mesmo pior que a de um filme de terror. Ela estava tranquila como se nada fosse e ao descer do ônibus, uma senhora japonesa lhe sorriu e ela lhe sorriu de volta. E ela desceu do ônibus arrumando os cabelos, como se aquilo fosse melhorar a aparência dela, como se ela tivesse um rosto normal.

Fiquei tentando imaginar o que teria acontecido àquela mulher e me perguntando de onde ela tirava coragem para sair na rua daquele jeito. Imaginei várias possibilidades, imaginei que talvez ela tivesse quase perdido a vida no episódio que causou a desfiguração do seu rosto, e hoje se sentia bem pelo simples fato de estar viva!

Me chamem de piegas se quiserem, mas esse tipo de coisa me põe pra pensar... Às vezes a gente reclama demais da vida, não?

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Pra perder um pouco mais de esperança...

Afinal, o que esperar do futuro de um país em que as escolas públicas jogam livros no lixo?

E enquanto escolas alemãs querem ensinar sobre o holocausto a suas crianças, o Brasil (que nunca passou por um) se acha no direito de censurar o direito de se falar, mostrar e ensinar história. Que peçam para a escola de samba mudar o enfoque a fim de não ser mal intrepretada como apologia ao nazismo. Mas simplesmente censurar, proibir, eu acho inaceitável.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Decepção

Saiu na Info Online essa semana notícia de que o Instituto de Física do Rio de Janeiro exibiu um documento em que a Dell impõe exigências políticas para vender PCs. O documento proíbe os pesquisadores de usar seus PCs para produzir conhecimento que possa ser transferido para pessoas ligadas a países definidos como hostis aos Estados Unidos. Na lista de países, estariam incluídos Cuba, Irã, Coréia do Norte, Sudão, Síria.

Como assim? Só porque eu tenho um Dell em casa, não posso mandar emails pra Cuba??? Usuários de PCs Dell, em sinal de protesto, mandem agora mesmo um email para um desses países! (será que entrei agora para a lista de procurados do FBI/Pentágono/CIA?)

E eu costumava gostar da Dell! Decepcionante...

segunda-feira, setembro 10, 2007

Equilíbrio populacional?

O assunto do dia foi o Dia Mundial para a Prevenção do Suicídio. Eu nem sabia que isso existia. Vi pessoas no trabalho se espantando com a quantidade de pessoas que se suicidam todos os dias no mundo - cerca de 3000. Bom, se você pensar que só no Brasil nascem cerca de 8000 crianças todos os dias, mesmo considerando outros fatores de morte, o número está bem abaixo de um "equilíbrio populacional", não?

Enfim, o motivo de eu ter postado sobre isso é que encontrei no BlueBus um artigo sobre um brinquedo que segue na contramão da campanha de prevenção de suicídios da OMS. Achei um pouco de exagero, mas de qualquer forma, o vídeo taí embaixo pra vocês tirarem suas próprais conclusões.

sexta-feira, julho 06, 2007

Você ainda vai ficar velha!

Sim, sim. E juro solenemente que, quando eu for uma idosa aposentada, não tomarei ônibus ou metrô no horário do rush. u.u

P.S.: a promessa supra mencionada só terá validade mediante atestado médico que comprove minha perfeita sanidade mental na referida época.

quarta-feira, maio 09, 2007

Mudanças interiores

Hoje quando vi, ao vivo pela TV, as primeiras imagens do avião do Papa chegando ao Brasil, não pude resistir em desejar fortemente que o avião caísse ou que talvez ele desistisse de pousar e voltasse pra casa. Nada contra o papa nazista, não... Só tô aqui imaginando o caos em que essa cidade vai se transformar quando Sua Santidade resolver começar seu passeio pela cidade. Como se a cidade não fosse caótica o suficiente.

Daí me peguei lembrando que na infância (quando eu ainda me considerava católica, ainda que não pensasse muito no porquê) eu costumava sentir um medo absurdo quando eu ouvia algum notíciário considerar a morte do então papa João Paulo II. Medo de quê? Não faço a mínima idéia. Embora eu me lembre bem do fato, não consigo entender porque eu sentia aquilo. Vai ver eu achava que o mundo acabaria junto com o papa? Ou que o mal triunfaria sobre o bem? Teorias... Eu realmente não faço a mínima idéia do porquê.

Estranho como a gente muda ao longo dos anos.

segunda-feira, abril 09, 2007

O Selo

Sabe o que me faria mais feliz hoje? Mais do que qualquer coisa? A morte. Mas não a minha morte. A sua. E não bastaria apenas saber que você morreu. Não. Para que a minha felicidade fosse completa, eu gostaria de assistir você morrer, saborear cada instante, assistir a vida deixar seu corpo lentamente, com sofrimento suficiente para ver a dor estampada em seu rosto. E ao final de tudo, presenciar o sublime momento em que seus olhos estáticos perdessem aquele suave brilho de vida...

Gritos e sangue! Eu adoraria ouvir gritos de dor e ver o sangue esvair de seu corpo. Pensando bem, isso nem seria obrigatoriamente necessário. Isso me seria prazeroso sim, não posso negar. Mas igual prazer eu também sentiria ao te ver morrer em situação simplesmente humilhante ou de alguma doença que te fizesse definhar dolorosa e lentamente.

Se eu quero te matar? Não, eu não seria capaz. Eu não seria capaz de arruinar o meu momento perfeito de felicidade, ainda que ele seja uma remota possibilidade. Porque se eu te matasse, você poderia substituir aquela expressão de dor que eu tanto desejo ver, pelo sorriso vencedor de quem, enfim, foi para o inferno, mas levou o inimigo junto. Não. Quero assistir você ir para o inferno completamente só, tendo como última lembrança da vida o meu sorriso satisfeito ao te ver sumir, deixar de existir.

Para aumentar minhas chances de presencear o seu momento derradeiro, eu te visitaria no leito do hospital, levaria flores ao seu quarto ou as jogaria sobre o seu túmulo, tudo para selar no seu corpo inerte, o ódio que outrora você selou em mim.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Felicidade tecnológica

Comprou um celular novo. Nem precisava de um celular novo. O anterior funcionava perfeitamente. Mas comprou assim mesmo. Afinal, o antigo "já" tinha quase 1 ano de uso, estava obsoleto. Pessoa moderna e antenada que era, não podia ficar com um celular obsoleto.

Entrou na internet e buscou o modelo mais avançado que encontrou, três vezes o preço do atual com duas vezes mais recursos. Clicou em comprar e forneceu o número de um de seus 4 cartões de crédito internacionais. No momento em que finalizou a compra, encheu sua vida vazia de significado e contentamento. Excitava-se em imaginar o celular chegando à sua casa, a abertura do pacote, os primeiros testes. A encomenda chegou no dia seguinte.

Vá lá, o prazo de validade é sempre bem curto e o preço muito alto, mas quem disse que felicidade não se compra?