O legal de frequentar certas baladas gay é que nem todo mundo que frequenta essas festas é gay, logo, a concorrência entre heteros é menor. O chato é distinguir uma coisa da outra. Tá cada vez mais difícil!
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Meu mais novo vício atende pelo nome de Death Note. Gastei 6 horas do meu feriado para assistir aos primeiros 18 episódios todos de uma vez. Trata-se de uma história de detetive pra ninguém botar defeito. Imagine ter em suas mãos um caderno que te permitisse matar qualquer pessoa quando, onde e como você quisesse, bastando ter o nome e o rosto da pessoa na memória. Você o usaria? Não sei quanto a você, mas eu tô bem aliviada(?) em saber que essas coisas não existem.
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1 tarde de sábado, 1 guarda roupa, 4 portas, 20 cabides = 1 guarda-roupa bem mais vazio e organizado, 5 sacolas de roupas, 2 pares de sapato, 2 bolsas e outras quinquilharias para doação.Me disseram que jogar as velharias fora me ajudaria a começar bem o ano e renovar minhas energias. Até a gora não senti nem cócegas. Vejamos...
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"Muito barulho por nada." Foi o que eu disse na saída do cinema, logo após assitir Dreamgirls - Em busca de um sonho. Começa bom, fica extremamente chato no meio mas até que acaba bem. Nota 6, pra passar de ano.
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Enquanto isso, fiquei sabendo de uma notícia grave. Beyoncé perdeu 9 quilos recentemente. E eu me pergunto: Onde??? Espero que não tenha sido no cérebro, pobrezinha...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Blogueira relapsa
Completamos 1 ano de bons(?) serviços no último dia 31 e eu só me lembrei disso agora. Lembrar disso também me faz lembrar que desde a referida época tenho prometido um layout, não necessariamente decente, mas que ao menos fugisse do padrão de templates do Blogger. Quem sabe no próximo aniversário, se houver?
E seguindo a mesma linha de notícias de extrema relevância à nação, informo que na mesma data, Sandy ficou noiva de Lucas Lima, com quem namora desde os 16 anos.
O que seria de você leitor, sem esse blog?
E seguindo a mesma linha de notícias de extrema relevância à nação, informo que na mesma data, Sandy ficou noiva de Lucas Lima, com quem namora desde os 16 anos.
O que seria de você leitor, sem esse blog?
Versinho estúpido (ou Oração do dia)
Minha mãe me falou
pra eu estudar.
Virei programadora.
Agora ela me diz
que Deus vai me castigar.
Virei pecadora.
Tudo porque eu acredito
no buscador, e não no Bendito.
Respondi que ele sim é meu amigo
porque, ao menos ele, fala comigo.
pra eu estudar.
Virei programadora.
Agora ela me diz
que Deus vai me castigar.
Virei pecadora.
Tudo porque eu acredito
no buscador, e não no Bendito.
Respondi que ele sim é meu amigo
porque, ao menos ele, fala comigo.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Banco da Jak
Bem simpática a campanha do Banco do Brasil que está mudando a fachada de suas agências para abrigar um nome de cliente cada.
Se bem que eu preferia o meu em dinheiro...

Homenagem ao primeiro job do meu amigo Will Lennon em terra brasiliense. Beijos Will!
Se bem que eu preferia o meu em dinheiro...

Homenagem ao primeiro job do meu amigo Will Lennon em terra brasiliense. Beijos Will!
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Apropriação nº1
Por falta de tempo ou de inspiração (ainda existe isso?) é que o post de hoje é uma descarada apropriação. Li o texto a seguir, no perfil de uma amiga no Orkut e achei bem legal. Segundo breve pesquisa na web, a autoria é de Marina Colasanti.
Espero que gostem. E se não gostarem, procurem outro blog pra ler, oras! Esse aqui é meu e posto nele o que eu quiser! =P Ou o que me for permitido! XD
Eu sei, mas não devia (1995)
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o Sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que se paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas de mais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no final da semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma, para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde em si mesma.
Espero que gostem. E se não gostarem, procurem outro blog pra ler, oras! Esse aqui é meu e posto nele o que eu quiser! =P Ou o que me for permitido! XD
Eu sei, mas não devia (1995)
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o Sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que se paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas de mais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no final da semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma, para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde em si mesma.
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