O que será que os políticos que elegeremos este ano farão pra melhorar a vida de pessoas como a Dona Júlia?
Se lá no Congresso, ninguém dá bola pros problemas dela e da neta, por que ela deveria ligar para os filhinhos de papai que não tem nada de melhor pra fazer da vida (e da mesada que recebem dos pais) do que se entupir de drogas?
Eu não condenaria tão facilmente a Dona Julia. E você? Condenaria?
quarta-feira, setembro 20, 2006
segunda-feira, setembro 04, 2006
Blogando por aí
Meio que por acidente (ou por ser uma cara de pau intrometida mesmo) , eu, programadora, acabei virando blogueira do site de eleições da Abril.com.
http://www.abril.com.br/eleicoes2006/blog
A propósito, a montagem do site também é trabalho meu.
http://www.abril.com.br/eleicoes2006/blog
A propósito, a montagem do site também é trabalho meu.
Eleições
A julgar pelas campanhas que tenho visto por aí, em prol do voto nulo, e pela decepção geral do eleitorado do PT e de todos os outros eleitores com o cenário político atual, acredito eu que as eleições desse ano venham a ter um aumento de votos nulos. Eu realmente não tenho certeza disso. Ainda não conferi as pesquisas. Digo isso porque tenho reparado uma insistência maior que o normal por parte da imprensa sobre "conscientizar" a população a não votar nulo. Ainda não consegui descobrir qual o interesse da mídia em pintar o voto nulo como crime, pecado mortal. Na minha humilde opinião de eleitora, voto nulo existe porque tem um propósito. Portanto, deve sim ser utilizado quando necessário. E qual o propósito? Me explico.
Num país como o nosso, em que o voto ainda é obrigatório, o voto nulo torna-se essencial. Essecial, por exemplo, porque este é um país onde apenas 2% da população tem diploma universitário ou está em vias de conseguir um. (Só para ilustrar, nossos amigos argentinos tem cerca 62% de sua população nessas condições. Vamos ficar aqui na América do Sul. Nem vou citar os exemplos europeus.) Dado isso, dá pra se ter uma idéia da qualidade do nosso eleitorado. Sim, também concordo que mais interessante seria melhorar a educação para melhorar a qualidade do eleitorado. Mas que interesse os políticos atuais teriam em melhorar a qualidade do eleitorado ou, quem sabe, de aprovar o fim do voto obrigatório, se é pelo eleitorado atual que eles são eleitos e reeleitos a cada 2 anos?
Achei interessante o slogan da campanha do TRE para essas eleições: "O Brasil é tão bom quanto o seu voto." Nunca foram tão verdadeiros. Mas poderiam ser mais. Poderiam conscientizar as pessoas de que, muito melhor do que votar em qualquer um ou no "menos pior", seja porque não acredita em político nenhum, seja porque não se informou o suficiente pra escolher um candidato ou simplesmente porque "política é chato", muito mais consciente que isso é votar nulo. É para isso que o voto nulo serve, afinal. É o que assegura o direito do eleitor de não votar, de ter um mínimo de consciência política, sem fazer esforço. Pensando bem, o voto não é necessariamente "obrigatório" no Brasil. Sim, você precisa ir até a urna e votar, mas não precisa necessariamente votar se tiver consciência de que o seu voto não foi bem pensado. Pelo menos eu vejo isso com muito mais bons olhos do que votar no cara que tirou a barba porque ele é engraçado. Vocês não?
P.S.: Ainda não sei qual será o meu voto.
Num país como o nosso, em que o voto ainda é obrigatório, o voto nulo torna-se essencial. Essecial, por exemplo, porque este é um país onde apenas 2% da população tem diploma universitário ou está em vias de conseguir um. (Só para ilustrar, nossos amigos argentinos tem cerca 62% de sua população nessas condições. Vamos ficar aqui na América do Sul. Nem vou citar os exemplos europeus.) Dado isso, dá pra se ter uma idéia da qualidade do nosso eleitorado. Sim, também concordo que mais interessante seria melhorar a educação para melhorar a qualidade do eleitorado. Mas que interesse os políticos atuais teriam em melhorar a qualidade do eleitorado ou, quem sabe, de aprovar o fim do voto obrigatório, se é pelo eleitorado atual que eles são eleitos e reeleitos a cada 2 anos?
Achei interessante o slogan da campanha do TRE para essas eleições: "O Brasil é tão bom quanto o seu voto." Nunca foram tão verdadeiros. Mas poderiam ser mais. Poderiam conscientizar as pessoas de que, muito melhor do que votar em qualquer um ou no "menos pior", seja porque não acredita em político nenhum, seja porque não se informou o suficiente pra escolher um candidato ou simplesmente porque "política é chato", muito mais consciente que isso é votar nulo. É para isso que o voto nulo serve, afinal. É o que assegura o direito do eleitor de não votar, de ter um mínimo de consciência política, sem fazer esforço. Pensando bem, o voto não é necessariamente "obrigatório" no Brasil. Sim, você precisa ir até a urna e votar, mas não precisa necessariamente votar se tiver consciência de que o seu voto não foi bem pensado. Pelo menos eu vejo isso com muito mais bons olhos do que votar no cara que tirou a barba porque ele é engraçado. Vocês não?
P.S.: Ainda não sei qual será o meu voto.
segunda-feira, agosto 21, 2006
No consultório
Era uma dessas clínicas médicas para mulheres. Sala de espera. Enquanto aguardo atendimento (intermináveis 60 minutos), reparo em duas mulheres que aparentam ser mãe e filha, ambas adultas.
Passaram a maior parte de tempo as duas, folheando revistas Caras, Quem, Contigo e fazendo comentários sobre as roupas das celebridades, marcas de perfumes, de sapatos, até de geléia, além de, claro, pontuar a conversa com comentários sobre a vida pessoal de cada celebridade. A uma certa altura todas as revistas daquele gênero se esgotaram. A mulher mais nova olha para a mesinha de centro da sala de espera e com um suspiro e uma cara de "é, só sobrou essa", apanha uma Veja. Folheia a revista sem parar mais do que 2 segundos sobre cada página e, com ar indignado, diz para a mais velha:
"Já parou pra pensar que se você tirar todas as páginas de publicidade da Veja, sobram no máximo umas 5 folhas?"
Passaram a maior parte de tempo as duas, folheando revistas Caras, Quem, Contigo e fazendo comentários sobre as roupas das celebridades, marcas de perfumes, de sapatos, até de geléia, além de, claro, pontuar a conversa com comentários sobre a vida pessoal de cada celebridade. A uma certa altura todas as revistas daquele gênero se esgotaram. A mulher mais nova olha para a mesinha de centro da sala de espera e com um suspiro e uma cara de "é, só sobrou essa", apanha uma Veja. Folheia a revista sem parar mais do que 2 segundos sobre cada página e, com ar indignado, diz para a mais velha:
"Já parou pra pensar que se você tirar todas as páginas de publicidade da Veja, sobram no máximo umas 5 folhas?"
quarta-feira, agosto 02, 2006
Grilos e teias de aranha
É, eu sei. Isso aqui anda chato ultimamente. Assim como eu. Minha cabeça anda exatamente assim, cheia de grilos e teias de aranha. Mais nada.
Mas eu também nunca prometi que seria legal, prometi? Não, normalmente eu não faço promessas que não possa cumprir. Com exceção das que eu faço a mim mesma, é claro. Mas vocês também não têm nada a ver com isso. Dêem-se por satisfeitos. Pelo menos não foram enganados, foram? Pelo menos não desta vez.
Mas eu também nunca prometi que seria legal, prometi? Não, normalmente eu não faço promessas que não possa cumprir. Com exceção das que eu faço a mim mesma, é claro. Mas vocês também não têm nada a ver com isso. Dêem-se por satisfeitos. Pelo menos não foram enganados, foram? Pelo menos não desta vez.
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